Lei Seca faz motoristas mudarem comportamento

Desde que as blitze começaram a acontecer em Betim, no dia 14 de novembro de 2013, a Lei Seca, que faz parte da campanha “Sou pela Vida Dirijo sem Bebida”, realizada pela Secretaria de Estado de Defesa Social, aumentou o faturamento de taxistas, fez com que bares e casas de shows criassem alternativas para não perder os clientes e permitiu que os betinenses encontrassem meios para evitar encontros-surpresa com os temidos bafômetros.

Mesmo assim, em 16 operações realizadas, no período de dois meses, a Polícia Militar abordou 543 motoristas, fez 235 testes com o bafômetro, registrou 27 boletins de ocorrências, autuou 11 por infração de trânsito, seis por crime de trânsito e recolheu 14 carteiras de habilitação por embriaguez.

Segundo o assessor de planejamento operacional do 33º batalhão, tenente Pablo Azevedo, para chegar a esse resultado, a estratégia foi realizar blitze nas proximidades de ruas e avenidas com grande concentração de bares. O cerco se fechou, principalmente, nas noites de quinta-feira a domingo. “Todas as operações são realizadas seguindo o Procedimento Operacional Padrão (POP) para operações da Lei Seca. Nosso objetivo é evitar acidentes”, diz.

Uma das alternativas que passou a ser mais explorada pelos motoristas que querem beber com responsabilidade é chamar um táxi. Esse é o caso do estudante Gustavo Bernardes Lopes, de 18 anos, que para ir a uma festa em Nova Lima, no sábado (18), contratou um taxista para levar ele e mais seis amigos. O custo final da corrida foi de R$ 210. “Acho que vale a pena. A gente fica livre do combustível, do custo com estacionamento, dos riscos de cair em uma blitz e, claro, de se envolver em acidentes”, destaca.

Quem comemora é o taxista Ademir de Almeida. Segundo ele, desde que a Lei Seca começou a valer em Betim, houve um aumento de cerca de 30% no seu faturamento. “Desde que as blitze se intensificaram no município, tenho fechado muitos pacotes para levar passageiros a casas de shows. São viagens lucrativas para cidades como Belo Horizonte e Nova Lima”, diz.

O amigo da vez, ou o motorista da rodada, também está em alta. Para não deixar de lado o momento de confraternização, muitos aderiram a essa ideia. Com um revezamento organizado ou mesmo podendo contar com aquele membro da turma que não vai consumir bebida alcoólica aquele dia, todos ganham. “Antes de sair de casa, a gente sempre combina quem vai ser o motorista da vez. Assim, com um revezamento, todos aproveitam”, destaca a vendedora Adriana Diniz.

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