Um surto de leishmaniose está se espalhando por Betim e tem preocupado a vida dos donos de cães.
Segundo o Centro de Controle de Zoonoses e Endemias (CCZE), somente neste ano, 46 cães foram diagnosticados com leishmaniose pelo órgão. E o número pode dobrar, levado-se em conta que muitos animais realizam o exame em clínicas particulares e os dados não levados ao CCZE.
Transmissão da doença
A Leishmaniose é uma doença infectocontagiosa causada por um protozoário, conhecido como Leishmania spp., que é transmitido pela picada do mosquito flebótomo infectado, também conhecido como “mosquito palha” ou “birigui”.
Sintomas e diagnósticos
A confirmação da doença só pode ser feita através de exame de sangue, que aponte aumento das enzimas hepáticas ou anemia; e de exame citológico, feito a partir de pequenas amostras de tecidos, como a medula óssea, o baço e o fígado.
Alguns sintomas que estão associados à doença e que podem levar o proprietário a desconfiar da enfermidade são: descamação seca da pele, pelos quebradiços, nódulos na pele, úlceras, febre, atrofia muscular, fraqueza, anorexia, falta de apetite, vômito, diarreia, lesões oculares e sangramentos. Nas formas mais graves, a Leishmaniose pode acarretar anemia e outras doenças imunes.
Como prevenir
Para conter o avanço da doença, os Agentes de Combate a Endemias (ACE) tem orientado a população sobre a importância da limpeza das residências. Conforme a CCZE, o mosquito transmissor da doença tende a se alojar em folhas secas e fezes de animais.
Caso seu animal apresente algum dos sintomas apontados, você pode procurar o Controle de Zoonoses e Endemias que fica na rua Fortaleza, 10, bairro Açude, (virando a primeira rua à esquerda depois do Cemitério da Cachoeira), de segunda à sexta-feira, das 8h às 17h.
Para a realização do exame de leishmaniose, é aconselhável que o responsável pelo animal chegue até às 16h30, pois um pré-resultado fica disponível em cerca de 25 minutos. Os animais diagnosticados com a doença são sacrificados.